O diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Vicente Perrone, e o secretário-executivo da Defesa Civil de Porto Alegre, Coronel Evaldo Rodrigues, compareceram à sessão ordinária desta quarta-feira (19/8) para apresentar as ações realizadas por estes órgãos públicos em proteção contra cheias.
Em sua apresentação, Perrone relatou que o Dmae tem uma carteira de R$ 3,5 bilhões contratados, com recursos garantidos para a execução de grandes projetos de água, esgoto, drenagem e proteção de cheias. Dentro desse montante, R$ 2,3 bilhões são destinados para drenagem, proteção de cheias e macrodrenagem: “São nove casas de bombas em Porto Alegre, são quilômetros e quilômetros de novas galerias e muita reconstrução do ponto de vista de proteção de cheias, em parceria tanto com o Governo Estadual, quanto com o Governo Federal e também com recursos do próprio Dmae”.
O diretor-presidente relatou todas as obras realizadas e planejadas neste período, destacando as comportas, os diques de proteção, as casas de bombas, os condutos forçados, estrutura viária e redes de drenagem urbana, além das obras dos pôlderes 7 e 8, na Zona Norte. Ele também falou sobre o Plano de Contingência que está sendo desenvolvido preventivamente com o investimento de R$ 83 milhões, contemplando mobilização de equipes técnicas, equipamentos, veículos e materiais estratégicos, e barreiras móveis.
Sobre o futuro da drenagem, Vicente descreveu que haverá 41 quilômetros de rede elétrica dedicadas exclusivamente ao Dmae, para funcionamento mesmo com eventuais quedas de energia causadas por eventos climáticos. Também falou sobre o projeto de uma nova casa de bombas, localizada no Sarandi.
O secretário-executivo da Defesa Civil, Coronel Evaldo Rodrigues, complementou a fala do diretor do Dmae, ressaltando o papel da Defesa Civil de Porto Alegre nos últimos anos e seus avanços: “Hoje, a Defesa Civil de Porto Alegre tem 92 servidores altamente qualificados. Passamos a atuar em áreas em que não atuávamos antes, e as duas de maior relevância neste momento são o mapeamento meteorológico de risco e as relações com as comunidades”. Evaldo reforçou que, além do monitoramento através de serviço contratado, a Defesa Civil possui cinco meteorologistas, uma hidróloga e uma geóloga que atuam em conjunto, 24 horas por dia, com alertas sendo informados para a população através de plataformas na internet.
