Em painel promovido pelo Grupo RBS, em parceria com o Todos Pela Educação e o Instituto Caldeira, os pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (Novo) apresentaram suas propostas para a área educacional. O evento, realizado em 24 de julho, teve mediação da comunicadora Rosane de Oliveira e contou com a participação de Priscila Cruz, presidente do Todos Pela Educação.
Os debates concentraram-se nos desafios da rede pública, como alfabetização, recuperação da aprendizagem, valorização dos professores e ampliação do ensino em tempo integral. Também foram discutidas propostas de interesse do ensino privado, especialmente relacionadas ao ensino técnico e ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Um dos principais pontos de consenso entre os candidatos foi a expansão do Ensino Técnico e Profissionalizante. Todos defenderam maior aproximação entre a formação dos estudantes e as demandas do mercado de trabalho, com parcerias entre o Estado, o Sistema S, universidades comunitárias e instituições privadas.
Gabriel Souza afirmou que pretende ampliar o Ensino Médio em tempo integral e criar o “maior programa de Ensino Técnico da história do Estado”. Ele defendeu a adesão ao Propag e a destinação de 1% dos juros da dívida para ampliar vagas e firmar parcerias com universidades comunitárias e outras instituições.
Luciano Zucco propôs cursos alinhados às vocações econômicas regionais e a ampliação de parcerias com o Sistema S, universidades comunitárias e instituições privadas. Ele também sugeriu que parte dos recursos do Propag seja destinada ao Ensino Técnico e à valorização dos professores.
Juliana Brizola, autora da lei que instituiu a escola de tempo integral no Estado em 2013, criticou os baixos índices dessa modalidade e comprometeu-se a universalizar o tempo integral na rede estadual, com prioridade orçamentária para a educação.
Marcelo Maranata defendeu melhorias na gestão das escolas e a criação de 2 mil unidades voltadas ao ensino de competências empreendedoras. Ele também sugeriu a aquisição de vagas em instituições como Senac e Sebrae para acelerar a oferta de ensino profissionalizante.
O debate evidenciou a educação como eixo para o desenvolvimento econômico e social do Estado, com diferentes estratégias, mas convergência na importância do ensino técnico.
