As cooperativas do Rio Grande do Sul estão se preparando para as mudanças trazidas pelo Acordo Comercial Interino (ITA) entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em 1º de maio. O desafio é enfrentar a concorrência no mercado interno e, ao mesmo tempo, explorar oportunidades no mercado europeu. Essa análise foi apresentada pela professora Kelly Bruch, da UFRGS, durante o painel Conexão de Negócios, realizado pelo Sistema Ocergs na Casa do Cooperativismo da Expointer.
A especialista destacou os produtos que mais serão impactados pelo acordo, como vinhos, carnes, arroz, queijos, leites e embutidos. O evento reuniu representantes de cooperativas que buscam entender as implicações das mudanças comerciais em seus negócios.
Bruch enfatizou que a abertura do mercado europeu pode beneficiar produtos brasileiros, desde que as cooperativas estejam preparadas para atender às exigências técnicas, sanitárias e de certificação. Ela também ressaltou a importância da origem como fator de diferenciação e valorização, mencionando que a proteção das indicações geográficas pode ser um desafio, mas também uma oportunidade para fortalecer produtos brasileiros reconhecidos.
A identidade cooperativista, simbolizada pelo carimbo SomosCoop, pode ser um diferencial importante. Esse selo, presente nas embalagens e comunicações, ajuda a informar os consumidores sobre a origem cooperativista e seus atributos. Kelly Bruch acredita que essa marca pode destacar a relação entre o produto, o território e os produtores, especialmente em mercados que valorizam produtos de nicho.
O painel também contou com a participação de Marcelo Fogaça, que discutiu estratégias comerciais e parcerias para aumentar a geração de negócios. A iniciativa faz parte da atuação do Sistema Ocergs na Expointer, visando conectar o cooperativismo a novas oportunidades no agronegócio.
