Nesta quarta-feira, 26 de agosto, o Tribunal do Júri julgará um homem e uma mulher acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo feminicídio de Vitória da Silva Saliba Rodrigues, de 22 anos, pelo sequestro do filho da vítima, que tinha três meses na época, e pela tentativa de registrá-lo como filho do casal. O crime ocorreu em janeiro de 2024 e, segundo a acusação, foi planejado para que os réus ficassem com a criança.
Conforme a denúncia do MPRS, Vitória foi atraída sob o falso pretexto de participar de um jantar com familiares de um dos acusados, que demonstrava interesse em iniciar um relacionamento com a vítima. Ela foi levada a um local ermo e morta por asfixia mecânica. O homicídio é atribuído aos réus com as qualificadoras de asfixia, dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, prática para assegurar a execução e a impunidade do sequestro da criança e por razões da condição de sexo feminino.
Após a morte de Vitória, os acusados permaneceram com o bebê por vários dias, apresentando-o como filho biológico. A criança foi localizada pela Polícia Civil seis dias depois. O casal também responde por sequestro qualificado de menor de 18 anos e por tentativa de registrar filho alheio como próprio, após procurar órgãos públicos e um cartório para obter documentação que permitisse formalizar a falsa filiação.
A acusação será sustentada pelos promotores de Justiça Fernando Freitas Consul e Vinícius de Melo Lima. No último dia 17, a promotora de Justiça Carla Frós participou de atendimento aos familiares de Vitória por meio da Central de Atendimento às Vítimas do MPRS, Espaço Bem-me-quer, em Porto Alegre, oferecendo acolhimento e orientação especializada.
