A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre se reuniu na tarde desta terça-feira para discutir a inclusão escolar de alunos neurodivergentes nas instituições de ensino públicas e particulares.
A vice-presidente da Cece, vereadora Grazi Oliveira (PSOL), enfatizou a importância do tema, afirmando que a escola deve ser um espaço de acolhimento. Ela destacou: “A escola tem o papel não só de aprendizado, mas social, de relações, trocas e interação. A gente não pode permitir que uma criança seja furtada desses direitos.”
O representante da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Ariél Finatto, mencionou que o município está implementando iniciativas para aprimorar a inclusão de estudantes neurodivergentes. “Esse é um grande desafio que a gente tem, que é transformar esse acesso em um processo realmente inclusivo”, afirmou.
Antonella Bongarra Nunes, diretora institucional e psicóloga do Colégio Cristão Reverendo Olavo Nunes, ressaltou que as escolas particulares enfrentam dificuldades para atender às demandas dos alunos neurodivergentes. “As famílias se sentem seguras procurando a rede particular de ensino, mas a carga fica toda sobre esses colégios que, por vezes, se veem esgotados financeiramente”, explicou.
A Cece decidiu encaminhar um ofício à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado, à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e ao Conselho Estadual de Educação, visando agendar uma nova reunião para aprofundar a discussão sobre a inclusão escolar.
