Na sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre desta segunda-feira (17/8), Érika Rocha, presidente do Projeto Social Angelina Luz, falou sobre a educação domiciliar durante o período de Tribuna Popular.
O projeto defende os direitos de famílias atípicas e destaca as dificuldades da educação inclusiva. Érika mencionou: “No papel existem muitas coisas, mas é na escola que as famílias descobrem que há uma distância enorme entre o que está escrito e o que realmente acontece. Inclusão não é simplesmente matricular.”
Ela enfatizou que a inclusão deve garantir que a criança aprenda e participe, sem ter sua dignidade comprometida. Rocha criticou o sistema atual de adaptação do ensino, afirmando: “Uma matrícula não pode valer a saúde mental das nossas crianças. De que adianta dizer que o seu filho está matriculado se a sua criança está sofrendo?”
Ela concluiu que a presença física não é sinônimo de inclusão, questionando: “De que adianta dizer que ele está incluído se ele passa o dia inteiro sobrecarregado?”