O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul Marcelo Maranata (PSDB) recebeu nesta terça-feira (4) o documento Propostas Indústria RS, elaborado pelo Sistema FIERGS, durante reunião de diretoria da entidade. O material contém 118 proposições do setor produtivo para o desenvolvimento econômico do estado e do país, incluindo uma pauta mínima de ações urgentes.
O encontro deu continuidade ao diálogo iniciado em 7 de julho, quando a Federação apresentou as mesmas demandas a outros pré-candidatos ao Executivo estadual. Na ocasião, Maranata detalhou seu plano de governo e respondeu a questionamentos dos diretores.
Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o documento é uma contribuição técnica e propositiva. “Não é um conjunto de reivindicações, é um conjunto de propostas. É uma parceria que a indústria oferece a todos os candidatos para construirmos, juntos, um estado mais competitivo, mais desenvolvido e com mais oportunidades para os gaúchos”, afirmou.
O documento é dividido em três blocos: 72 ações em oito eixos centrais, que incluem infraestrutura, sustentabilidade, inovação, relações trabalhistas, segurança jurídica, desburocratização, promoção de negócios e representatividade; 27 demandas específicas de segmentos industriais; e 19 iniciativas nas áreas de educação, inovação, saúde e cultura.
A Pauta Mínima, recorte prioritário, elenca as maiores urgências para acelerar a retomada econômica, gerar empregos, atrair investimentos e ampliar a competitividade. O texto defende reformas macroeconômicas, equilíbrio das contas públicas, modernização estatal, segurança jurídica e redução do Custo Brasil.
Em sua fala, Maranata destacou a intenção de implementar um programa de ensino do empreendedorismo em parceria com o Sistema S e reforçou o papel das escolas técnicas e profissionalizantes. “É preciso levar esses jovens para dentro das indústrias”, disse. Ele também defendeu a articulação com o governo federal para aprovar o Fundo Constitucional do Sul e Sudeste e a negociação da dívida estadual com um plano de recuperação econômica.
Na área de infraestrutura, o pré-candidato se declarou “radicalmente contra o modelo vigente de pedágios” e propôs que os aportes iniciais nas vias sejam feitos pelo poder público, com manutenção privada. Ele também citou a construção do porto de Arroio do Sal como fundamental para reduzir gargalos logísticos.