quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Ex-diretor de penitenciária é condenado a 85 anos; operação encerra com 7 presos

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Ex-diretor de penitenciária é condenado a 85 anos; operação encerra com 7 presos
Ex-diretor de penitenciária é condenado a 85 anos; operação encerra com 7 presos

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) divulgou o balanço final da Operação PERG, que resultou na condenação de sete pessoas, incluindo um ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG), sentenciado a 85 anos e 17 dias de prisão. A ação, encerrada nesta terça-feira (4), também confiscou R$ 1,34 milhão em bens e cinco veículos.

O ex-policial penal, principal alvo da investigação, foi condenado em sete processos por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, ingresso de celulares em presídio e crimes relacionados a armas e munição. Além da pena de reclusão, ele perdeu o cargo público.

De acordo com o coordenador do 10º Núcleo Regional do GAECO, Rogério Meirelles Caldas, as investigações apontaram que a estrutura da PERG era usada para a prática de diversos crimes. A segunda fase da operação também condenou outros seis envolvidos por corrupção ativa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e ingresso de celulares em presídio, com penas que somam 90 anos, dois meses e seis dias de reclusão.

No total, as duas fases da Operação PERG resultaram em sete condenados, com penas que somam 175 anos, dois meses e 23 dias de reclusão, três decretos de perda de cargo público, confisco de cinco veículos e R$ 1,34 milhão em bens.

A Operação PERG foi deflagrada em dezembro de 2022, na Penitenciária Estadual de Rio Grande, para investigar uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas e ao ingresso de celulares e outros materiais ilícitos no presídio, inclusive com o uso de drones. As apurações indicaram que o grupo mantinha atividades criminosas a partir da unidade prisional e contribuía para o aumento da violência na região.

Em julho de 2023, a Operação PERG II aprofundou as investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e entrada de celulares no presídio, alcançando agentes públicos e integrantes da organização criminosa. Os investigados, entre eles dois policiais penais, também levavam celulares, drogas e dinheiro para dentro da casa prisional. Um dos agentes, ex-diretor da PERG, foi preso preventivamente durante o expediente. O grupo é um braço da facção que dominava o comércio de botijões de gás em Rio Grande.

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