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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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1ª Semana Santa Maria Cidade Resiliente discute proteção e cuidado em palestras e seminários

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1ª Semana Santa Maria Cidade Resiliente discute proteção e cuidado em palestras e seminários
1ª Semana Santa Maria Cidade Resiliente discute proteção e cuidado em palestras e seminários

A proteção das pessoas e a construção de redes preparadas para enfrentar diferentes situações de vulnerabilidade foram temas que marcaram a programação desta quarta-feira (26) na 1ª Semana Santa Maria Cidade Resiliente. Realizadas em diferentes espaços do Município, as atividades aproximaram profissionais, instituições, estudantes e comunidade para discutir prevenção, cuidado e a importância da atuação integrada.

A programação também reforçou a proposta da semana, que tem como tema “Do El Niño à regeneração: educação que fortalece territórios” e integra as ações do Programa Santa Maria Cidade Educadora.

A noite começou com a Conferência de Abertura do 3• Seminário Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, realizado no LabCriativo, na Vila Belga. O seminário ocorre nesta quarta e quinta-feira (26 e 27) e reúne diferentes especialistas para discutir políticas públicas, estratégias de proteção e ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Com o tema “Cidades que Cuidam: mulheres, proteção e resiliência diante das Mudanças Climáticas”, a conferência de abertura contou com uma fala da vice-prefeita Lúcia Madruga. Na oportunidade, Lúcia destacou a relação entre os impactos das mudanças climáticas, a proteção das mulheres e a necessidade de políticas públicas que considerem as diferentes vulnerabilidades diante de situações de emergência. Ao abordar especialmente as enchentes, Lúcia ressaltou que os efeitos dos eventos climáticos vão muito além dos danos materiais, atingindo a saúde, a renda, a segurança, a dignidade e a rotina das famílias.

“As mulheres estão entre as pessoas mais impactadas pelas mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, estão entre as maiores forças de transformação e regeneração dos territórios”, afirmou Lúcia.

Segundo a vice-prefeita, o trabalho de cuidado, historicamente associado às mulheres, faz com que elas assumam responsabilidades adicionais durante e após os desastres, cuidando de crianças, idosos e pessoas doentes enquanto também enfrentam seus próprios medos e perdas.

Lúcia também chamou atenção para as consequências que permanecem depois que as águas baixam, como traumas, ansiedade, medo de novos eventos climáticos e sobrecarga emocional, além de questões relacionadas à dignidade e à saúde das mulheres em situações de abrigamento. Entre os exemplos citados, estão o acesso a itens de higiene, a necessidade de acompanhamento adequado para mulheres grávidas e a garantia de segurança e proteção para mulheres e meninas em contextos de deslocamento e abrigos coletivos.

A fala reforçou, assim, que construir cidades resilientes exige reconhecer essas vulnerabilidades e incorporar a perspectiva das mulheres às estratégias de prevenção, preparação e resposta aos eventos climáticos extremos.

A conferência abriu a programação do seminário, que também contou com o painel “A Rede de Proteção e os Desafios do Enfrentamento à Violência Contra a Mulher”, reunindo representantes de diferentes áreas envolvidas na proteção e garantia de direitos das mulheres.

A atividade é promovida pela Coordenadoria de Políticas para as Mulheres de Santa Maria, Prefeitura de Santa Maria e Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Santa Maria e se estende ao longo desta quinta-feira, com painéis temáticos e relatos de experiência.

“Este seminário, alusivo ao Agosto Lilás, é o momento de fortalecer nossa rede de proteção intersetorial, trocar experiências entre os setores que compõem esse trabalho e ampliar o diagnóstico da violência contra a mulher em Santa Maria. É também a oportunidade de a sociedade conhecer os serviços que já existem e de avançarmos em prevenção, educação e saúde, inclusive tratando a masculinidade de forma saudável, sem agressividade, porque a prevenção também passa por envolver os homens nessa construção. É assim que transformamos o diagnóstico em política pública concreta, com estrutura e continuidade”, explicou a coordenadora da Política da Mulher de Santa Maria, Gesabel Pretto.

Também na noite desta quarta-feira, o Colégio Politécnico da UFSM recebeu mais uma palestra da 1° Semana Santa Maria Cidade Resiliente. Com o tema “Uma só saúde: prevenção, cuidado e resgate de todas as vidas”, a roda de conversa reuniu profissionais que vivenciam diferentes dimensões da prevenção, do atendimento e do resgate em situações críticas.

Com mediação do secretário de Resiliência Climática e Relações Comunitárias, Edson Roberto Junior, participaram da conversa o comandante do 4º Batalhão de Bombeiro Militar, tenente-coronel Rafael Gonçalves Pereira; o piloto e coordenador de missão de Busca e Salvamento do 5º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação (5º/8º GAV) Esquadrão Pantera, capitão Thiago Henrique Pereira da Silva; a médica do Esquadrão Pantera, tenente Camila Borges Bezerra Teixeira; o homem de resgate do Esquadrão Pantera, sargento Gabriel Faria de Melo; a médica veterinária e integrante da REMAD/PR, Ana Júlia Santos Thoma; e a enfermeira especialista em Sistema Público de Saúde, com ênfase em Saúde Mental, Patrícia Bueno.

Patrícia ressaltou que, após situações críticas e de emergência, é preciso considerar os aspectos físicos e, também, a saúde mental das pessoas envolvidas.

“Quando falamos em cuidar e proteger vidas, precisamos olhar para a pessoa de forma integral. A saúde mental também precisa fazer parte da preparação e da resposta. Em situações de emergência, o acolhimento, a informação e o preparo das equipes são fundamentais para que possamos oferecer um cuidado mais completo e humano”.

A atividade também possibilitou compartilhar experiências de profissionais que atuam diretamente em operações de busca, salvamento e atendimento a situações críticas, mostrando como diferentes áreas precisam trabalhar de forma articulada para garantir uma resposta adequada.

Ao final da roda de conversa, o público também participou de uma vivência de práticas integrativas com yoga e técnicas de relaxamento, conduzida pelas terapeutas integrativas Luciane Fagundes da Silva e Fátima Machado. A atividade apresentou possibilidades de cuidado e bem-estar oferecidas pelo SUS e encerrou a noite com um momento de tranquilidade e conexão.

As atividades desta quarta-feira reforçaram uma das principais mensagens da 1° Semana Santa Maria Cidade Resiliente: a prevenção e a resiliência são construídas cotidianamente, por meio do conhecimento, da educação, do cuidado e da capacidade de diferentes setores da sociedade atuarem juntos.

A programação da semana segue até sábado (29), com atividades em diferentes espaços de Santa Maria, envolvendo escolas, universidades, instituições, forças de segurança, poder público e comunidade. A iniciativa busca transformar as experiências já vividas pelo Município e pelo Estado em aprendizado, preparação e capacidade de resposta para o futuro.

O quê: 1ª Semana Santa Maria Cidade Resiliente
Quando: até 29 de agosto
Onde: diferentes espaços de Santa Maria
Entrada: gratuita e aberta ao público

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