quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Júri condena homem por homicídio em série de crimes de facções em Antônio Prado

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Júri condena homem por homicídio em série de crimes de facções em Antônio Prado
Júri condena homem por homicídio em série de crimes de facções em Antônio Prado

O Tribunal do Júri de Antônio Prado condenou, nesta quarta-feira (26), um homem denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelo homicídio duplamente qualificado ocorrido em fevereiro de 2024, durante a disputa entre facções criminosas no município. A pena foi fixada em 16 anos de prisão. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do MPRS, que apontou motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na acusação em plenário, atuaram os promotores de Justiça Milena dos Santos Oliveira e Gabriel Munhoz Capelani, representando o Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ).

O caso julgado refere-se à morte de um homem executado a tiros no dia 4 de fevereiro de 2024, em Antônio Prado. Segundo a denúncia, o crime ocorreu em meio à rivalidade entre duas facções e teria sido motivado por vingança após um homicídio registrado dias antes na cidade. A vítima foi surpreendida em via pública e atingida por diversos disparos, sem possibilidade de defesa.

Conforme a promotora Milena Oliveira, a condenação representa o primeiro julgamento relacionado à série de crimes violentos registrados em Antônio Prado no primeiro trimestre de 2024, período marcado por conflitos entre grupos criminosos em disputa por pontos de tráfico de drogas. As ocorrências mobilizaram forças de segurança pública para apurar a origem e a dinâmica dos ataques, considerados inéditos para o município, tradicionalmente reconhecido por seu patrimônio histórico, cultural e pela forte influência da imigração italiana.

“O homicídio julgado nesta quarta-feira foi o segundo assassinato ocorrido dentro da sequência de crimes ligados à disputa entre facções e o primeiro ato de vingança atribuído ao grupo rival após o crime inicial que desencadeou os confrontos. Por isso, o resultado do julgamento é um marco no enfrentamento à criminalidade organizada na região e o primeiro desdobramento judicial de uma série de processos que ainda serão levados a júri”, destaca Milena, que pretende recorrer da pena aplicada ao réu.

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