Um homem acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) de ser o mandante de um duplo homicídio qualificado e de liderar uma organização criminosa armada foi condenado pelo Tribunal do Júri em Cachoeira do Sul nesta terça-feira, 25 de agosto, a 61 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Na acusação, atuou a promotora de Justiça Virgínia Lupatini. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da responsabilidade pelo crime de organização criminosa. Também foi fixada indenização mínima de R$ 50 mil para a sucessão de cada vítima e determinada a execução imediata da pena.
As vítimas, Diego Miranda Orquiz e Diego Nunes Herkler Teixeira, foram mortas entre os dias 10 e 12 de janeiro de 2017, na localidade de São Lourenço, interior de Cachoeira do Sul. Conforme sustentado pelo MPRS, o condenado ordenou os assassinatos de dentro do sistema prisional como represália à morte de um integrante de sua facção criminosa e com o objetivo de ampliar o domínio do grupo no tráfico de drogas do município. Os cinco executores já foram condenados anteriormente.
De acordo com a investigação, integrantes da organização criminosa se passaram por policiais, abordaram os homens na residência de Diego Miranda Orquiz, restringiram sua liberdade e os levaram até uma área isolada, onde foram executados a tiros. As provas reunidas durante a apuração, incluindo mensagens, áudios, vídeos, fotografias extraídas de celulares e depoimentos de testemunhas, demonstraram que o condenado coordenou a ação criminosa e exercia papel de liderança no grupo, voltado à prática de tráfico de drogas e homicídios.
