quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Postado emPolítica, Rio Grande do Sul

MPRS promove debate sobre gestão comunitária de riscos e desastres

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MPRS promove debate sobre gestão comunitária de riscos e desastres
MPRS promove debate sobre gestão comunitária de riscos e desastres

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) realizou uma reunião na quarta-feira, 19 de agosto, para discutir a gestão comunitária de riscos e desastres no estado. O encontro contou com a presença de especialistas, representantes de órgãos públicos e instituições parceiras, visando diagnosticar a situação atual e promover políticas públicas que incentivem a participação das comunidades nos planos de contingência.

O evento, realizado no auditório do Memorial do MPRS, proporcionou um espaço para a troca de experiências sobre a participação social em eventos climáticos extremos. Os participantes foram convidados a identificar desafios e limites na formação de núcleos comunitários, além de compartilhar boas práticas e ações prioritárias para enfrentar os desafios na área.

A coordenadora do Gabinete de Mudanças Climáticas do MPRS, Sílvia Cappelli, ressaltou a importância do espaço de escuta para a formulação de ações efetivas. “O Ministério Público quer conhecer as realidades dessas instituições, ver como identificam as lideranças comunitárias e quais são os desafios e boas práticas, para que possamos então formular uma política institucional de atuação do Ministério Público que envolva também as comunidades”, afirmou.

Leonardo Menin, coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do MPRS, enfatizou que a resposta a desastres requer a mobilização de instituições e da sociedade civil. “O Ministério Público tem sido protagonista na densificação da cultura de resiliência a desastres no Rio Grande do Sul”, destacou, mencionando a necessidade de parcerias com a sociedade civil e movimentos sociais.

A reunião também contou com a participação da procuradora de Justiça Denise Tarin, do Ministério Público do Rio de Janeiro, que compartilhou experiências sobre a mobilização de comunidades vulneráveis. “É necessário trazer uma conscientização maior, uma educação climática para incentivar a participação comunitária”, disse.

O diretor-executivo da Coalizão RS, Tarso Oliveira, apresentou o “Observatório da Resiliência”, uma ferramenta digital que reúne informações sobre planos de contingência em todos os municípios gaúchos. “Toda informação técnica começa na articulação com a academia e com as prefeituras”, ressaltou.

O encontro contou ainda com a presença de diversos representantes de instituições e órgãos, incluindo o Governo do Estado, que enviou representantes de várias secretarias estaduais.

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