Um dos envolvidos no esquema de adulteração de leite, denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) na Operação Leite Compen$ado I, foi condenado a 13 anos e 6 meses de reclusão, além de multa. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé no dia 13 de agosto.
A fraude consistia na adição de água, ureia contendo formaldeído e outros produtos químicos ao leite, o que aumentava artificialmente o volume comercializado e diminuía seu valor nutritivo, tornando-o potencialmente nocivo à saúde. O condenado atuava em um posto de resfriamento em Guaporé, participando diretamente da adulteração do leite destinado ao consumo humano.
Segundo a sentença, foram comprovadas a utilização de água, ureia, soda cáustica, sal e açúcar para alterar as características do leite e mascarar irregularidades nos controles de qualidade. O réu foi condenado por três crimes de adulteração de produto alimentício, conforme o artigo 272 do Código Penal, e deverá cumprir pena em regime fechado, podendo recorrer em liberdade.
A investigação, iniciada em 2013, revelou um esquema que utilizava água para aumentar o volume do leite e ureia para dificultar a identificação da fraude. Na época, foram realizadas oito prisões de envolvidos no transporte e resfriamento de leite em diversas cidades do Rio Grande do Sul, onde uma indústria foi interditada.
O grupo investigado movimentava cerca de 100 milhões de litros de leite por ano e adquiriu mais de 100 toneladas de ureia para a prática criminosa, impactando diretamente a qualidade do produto oferecido aos consumidores e, consequentemente, a confiança dos produtores rurais.
