quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Postado emAgro, Pelotas

Agricultura familiar ganha destaque na 32ª Fenadoce em Pelotas

Agricultura familiar ganha destaque na 32ª Fenadoce em Pelotas
Agricultura familiar ganha destaque na 32ª Fenadoce em Pelotas
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Além dos doces finos, Pelotas também é tradicional na agricultura familiar. O setor é responsável pelo sustento de várias famílias com empreendimentos passados de geração em geração. Nesta 32ª Fenadoce, a força do segmento está presente no Pavilhão da Agricultura Familiar, ao lado da Cidade do Doce, valorizando a produção local e aproximando produtores e comunidade.

“Nossa gratidão a todos os agricultores que ajudam a construir, todos os dias, o presente e o futuro de Pelotas”, destacou o secretário de Desenvolvimento Rural, Antônio Leonel.

São três segmentos que classificam a produção nos estandes: agroindústria familiar – com alimentos e bebidas (salame, queijo, iogurte, panificados, mel, erva-mate, vinho, cachaça, licor, entre outros itens); floricultura – com destaque para a kokedama, técnica japonesa de jardinagem contemplativa derivada do bonsai; e artesanato – com produtos manufaturados a partir de porongos, madeira, lãs, sementes para confecção de gamelas, cuias, acessórios, decorações e utensílios.

A participação da agroindústria em feiras como a Fenadoce amplia o olhar e o mercado para alguns dos 89 empreendimentos presentes. Segundo a Emater, dos 43 municípios que compõem a Regional Sul, 55% dos empreendimentos têm sucessão familiar. Desses, mais de 40% são administrados por mulheres de diferentes etnias e culturas.

De alimentos processados ao artesanato, as agroindústrias pelotenses dominam todo o circuito – da produção à comercialização. É o caso do apicultor Udo Edemar e sua esposa, Andréa Motta, que produzem cinco mil quilos de mel ao ano. O que começou como hobby é hoje a principal fonte de renda do casal.

Com produção especializada em derivados de leite de ovelha, como queijo, doce de leite, doces tradicionais e iogurtes, o negócio da veterinária Camila Pizoni já está há um ano no mercado. “Trabalho com minha família, que cuida de todos os animais e da produção, já que a agroindústria fica dentro da nossa propriedade”, explicou.

Alguns empreendimentos perduram por anos. A empresa de produção de embutidos de Charles Perleberg soma 12 anos de labuta. “Tudo o que vendemos carrega a clássica receita da minha avó, desde salames e linguiças defumadas. Hoje seguimos vendendo por toda região e trabalhamos em um núcleo pequeno, principalmente eu, minha esposa e minha mãe”, explicou.

A produção de acessórios e utensílios na aldeia Gyrô, do povo indígena Kaingang, na colônia Santa Eulália, interior de Pelotas, vem direto da natureza, num aprendizado de coleta e fabricação que passa de pai para filho. “Coletamos sementes, esculpimos madeiras e criamos estes acessórios, além de instrumentos e decorações que aprendemos desde pequenos como fazer”, disse o artesão indígena César Silva.

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