quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Postado emAgro, Rio Grande do Sul

Pesquisa da UFSM melhora eficiência na aplicação de defensivos em eucalipto

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Pesquisa da UFSM melhora eficiência na aplicação de defensivos em eucalipto
Pesquisa da UFSM melhora eficiência na aplicação de defensivos em eucalipto

Uma nova pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) aponta que a pulverização eletrostática pode aumentar em até 41,8% a eficiência e a economia na aplicação de defensivos agrícolas em plantações de eucalipto. O estudo, intitulado “Pulverização aérea eletrostática em baixo volume em eucalipto: Desempenho da aplicação”, foi desenvolvido por Thaís Roso como parte de seu trabalho de conclusão de curso em Engenharia Florestal.

Realizada pelo Grupo de Pesquisa Manejo Inteligente em Tecnologia de Aplicação (MITA/UFSM) em parceria com a empresa CMPC, a pesquisa foi publicada na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. O MITA busca aprimorar as tecnologias de aplicação, considerando a mistura de defensivos, equipamentos e condições ambientais para minimizar perdas e impactos ao meio ambiente.

A parceria com a CMPC, que possui grandes áreas de cultivo de eucalipto no Rio Grande do Sul, permitiu a investigação de soluções práticas para melhorar a aplicação de defensivos em árvores de grande porte, especialmente no controle do percevejo-bronzeado, uma praga que afeta as plantações.

O estudo comparou dois sistemas de pulverização: o convencional, que utiliza 30 litros de calda por hectare, e o eletrostático, que emprega apenas 10 litros. Apesar da redução de 66,7% no volume utilizado, ambos os métodos apresentaram resultados semelhantes em densidade de gotas e cobertura das folhas, com a pulverização eletrostática oferecendo uma distribuição mais uniforme do produto.

Além disso, a pesquisa estimou uma redução significativa nos custos, com a pulverização convencional custando cerca de US$ 53,92 por hectare, enquanto a eletrostática ficou em US$ 31,37. Essa economia é crucial para os produtores rurais, que buscam maximizar a eficiência de suas operações.

A pesquisa também destaca a importância de integrar a academia com o setor produtivo, permitindo o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades do campo. Thaís Roso enfatiza que a continuidade das pesquisas sobre controle de pragas é essencial para a evolução da Engenharia Florestal.

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