quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Médicos avaliam UTIs no Brasil e pedem melhorias além de leitos

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Médicos avaliam UTIs no Brasil e pedem melhorias além de leitos
Médicos avaliam UTIs no Brasil e pedem melhorias além de leitos

Uma avaliação das unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil, realizada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), revela uma discrepância significativa na percepção da qualidade dos serviços públicos e privados. Os médicos que atuam na assistência de alta complexidade apontam que as notas positivas são duas vezes mais frequentes em unidades privadas, enquanto as negativas podem ser até quatro vezes maiores nas públicas.

O estudo, que ouviu 2.338 médicos, destacou a importância de políticas públicas que priorizem a estruturação das UTIs em diversos aspectos, não apenas na ampliação do número de leitos. A Amib pretende apresentar os resultados a gestores públicos e privados, buscando melhorias no atendimento.

Os dados mostram que apenas 22,7% dos médicos consideram que a rede de UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS) possui a disponibilidade adequada de medicamentos essenciais. Em contrapartida, esse índice sobe para 57,7% nas unidades privadas. Além disso, 24,1% dos entrevistados avaliaram positivamente a suficiência de leitos no SUS, enquanto 51,4% fizeram o mesmo em relação ao setor privado.

A pesquisa também revelou que a presença de equipe multiprofissional especializada é vista de forma mais positiva no setor privado, com 39,2% dos médicos atribuindo nota máxima, em comparação a 23% no público. A situação é similar em relação à presença de enfermeiros com formação específica em terapia intensiva.

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