O 8º Simpósio das Artes Cênicas: Feminismos e Estudos de Gênero, que ocorre até sábado (24), traz à tona a importância do riso como ferramenta de crítica social e resistência. O evento, iniciado nesta terça-feira (20), conta com palestras e oficinas que refletem sobre a luta pelos direitos das mulheres nas artes.
Mariane Magno, chefe do Departamento de Artes Cênicas da UFSM, destacou a relevância do debate sobre feminismos e estudos de gênero, enfatizando que “as violências ocorrem em diversas formas e degradações”. Ela ressaltou a necessidade de trazer à luz as violências estruturais historicamente camufladas.
O simpósio começou com a palestra de Ana Elvira Wuo, da Universidade Federal de Pelotas, que compartilhou sua trajetória acadêmica e os preconceitos enfrentados. “Eu estou falando da minha trajetória, porque ela é uma trajetória que vem dessas lutas”, afirmou Ana, abordando o feminismo e a palhaçaria.
Antônia Vilarinho, da Universidade de São Paulo, também contribuiu com a palestra “Corpo Mandinga e as Macumbarias do Riso”, onde discutiu a comicidade a partir das matrizes africanas. A palhaçaria, com raízes medievais, é um campo historicamente dominado por homens, mas o simpósio busca reverter essa narrativa.
Daiani Brum, professora do curso de Artes Cênicas e uma das organizadoras do evento, enfatizou a importância de criar referências para alunas e alunos na palhaçaria feminina. Durante sua oficina, os participantes foram incentivados a explorar suas identidades como palhaços.
O simpósio é aberto ao público, com inscrições prévias necessárias, e promete continuar abordando temas relevantes até o final do evento.