O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) promoveu, nesta segunda-feira, uma reunião com representantes de 11 municípios das comarcas de Passo Fundo e Getúlio Vargas para discutir a ampliação do Serviço Família Acolhedora. O encontro ocorreu no auditório da Prefeitura de Getúlio Vargas, conduzido pelos promotores de Justiça Alexandre Vinícius Murussi e João Paulo Bittencourt Cardozo.
Estiveram presentes as juízas Lisiane Marques Pires Sasso e Dolores Kramer, além de prefeitos, secretários municipais, equipes técnicas e conselheiros tutelares. Na abertura do evento, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude do MPRS, Cristiane Corrales, ressaltou a importância do fortalecimento do Serviço Família Acolhedora e o histórico trabalho das comarcas na construção de um modelo regional por meio de convênios.
Durante a reunião, foram apresentadas as características do acolhimento familiar e suas vantagens para a proteção de crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio familiar. Também foram discutidas estratégias para captação e acompanhamento das famílias acolhedoras, além de experiências do serviço existente em Passo Fundo.
Um dos momentos marcantes foi o depoimento de equipes técnicas sobre o acolhimento de uma menina de Coxilha por uma família de Ernestina, evidenciando desafios e resultados positivos. A juíza Lisiane Sasso destacou os benefícios do acolhimento familiar em comparação ao institucional, especialmente nos aspectos emocionais.
Ao final, os promotores apresentaram os próximos passos para formalizar um convênio entre os municípios, permitindo que crianças e adolescentes sejam acolhidos por famílias de cidades vizinhas. Getúlio Vargas participará da iniciativa, enquanto Passo Fundo, que já possui um serviço estruturado, não integrará o convênio.
