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sábado, 04 de julho de 2026
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ONGs alertam sobre precariedade na exportação de bois vivos

ONGs alertam sobre precariedade na exportação de bois vivos
ONGs alertam sobre precariedade na exportação de bois vivos

Recentemente, o navio Spiridon II desembarcou quase três mil vacas na Líbia após meses à deriva, após a Turquia recusar o recebimento devido a falhas sanitárias e de identificação dos animais. A situação a bordo foi descrita como alarmante, com carcaças empilhadas, mau cheiro e falta de água e alimento.

A organização Mercy for Animals participou de uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília, onde denunciou as condições precárias enfrentadas pelos animais durante o transporte. George Sturaro, diretor da ONG, destacou que o ambiente artificial do navio e a superlotação causam estresse físico e psicológico nos animais, favorecendo o surgimento de doenças.

Além das questões de bem-estar animal, Sturaro também apontou os riscos ambientais associados ao comércio de animais vivos, como a poluição gerada pelas fezes e urina durante o transporte, que afeta a qualidade do ar nas cidades portuárias.

A audiência foi solicitada pela deputada Duda Salabert (PDT-MG) e contou com a presença de diversos grupos de defesa animal. Dados do Comex Stat indicam que o Brasil é o maior exportador de animais vivos do mundo, com um recorde de 952 mil bois embarcados em 2025.

Dois projetos de lei em tramitação no Congresso buscam desestimular essa prática, propondo alterações na tributação da exportação de animais vivos. A direção de Proteção Animal do Ministério do Meio Ambiente também se manifestou contra a exportação, citando preocupações sobre a legislação de proteção aos animais.

A tendência global é de proibição da exportação de animais vivos, com países como Índia, Nova Zelândia e Reino Unido já adotando medidas nesse sentido. A ONG argumenta que o Brasil está em desacordo com essa tendência, o que pode impactar negativamente a economia local.

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