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sexta-feira, 23 de outubro de 2026
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MPRS investiga desvio de recursos para crianças em Santa Vitória do Palmar

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MPRS investiga desvio de recursos para crianças em Santa Vitória do Palmar
MPRS investiga desvio de recursos para crianças em Santa Vitória do Palmar

Dinheiro que deveria garantir proteção e atendimento a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social que foram acolhidos em Santa Vitória do Palmar foi alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Nesta sexta-feira, 23 de outubro, a Promotoria de Justiça do município do Sul do Estado, de forma integrada com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Brigada Militar (BM), deflagrou a Operação Casa Acolhida.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão para apurar a apropriação de, ao menos, R$ 137 mil pertencentes às crianças e adolescentes acolhidos, bem como de empréstimos feitos no valor de, no mínimo, R$ 42 mil. A operação e a investigação são coordenadas pelo promotor de Justiça Henrique Maciel Knipp e apontam que um ex-diretor de uma casa de acolhimento se apropriou de recursos financeiros: “Bolsa Família, proventos do Menor Aprendiz, Pé-de-Meia e Benefício de Prestação Continuada, garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/LOAS), em nome das crianças e dos adolescentes. A ação teve como objetivo a coleta de provas para o avanço das apurações”, disse Knipp.

Conforme o MPRS, os valores estavam vinculados a processos de medidas de proteção e deveriam ser administrados em benefício dos acolhidos. Durante a apuração, foram identificados indícios de falsificação de documentos bancários utilizados na prestação de contas apresentada ao Poder Judiciário. Com base nos elementos reunidos em Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o MPRS pediu e cumpriu a medida judicial para aprofundar a investigação, esclarecer a destinação dos recursos e reunir novas evidências sobre os fatos investigados.

* Vítimas: crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social acolhidos institucionalmente

* Valor investigado: pelo menos R$ 137 mil apropriados e R$ 41 mil referentes a empréstimos realizados

* Crimes apurados: apropriação de valores e falsificação de documentos relacionados à prestação de contas

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