Na manhã desta sexta-feira (2), o vice-presidente do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade, e a tesoureira Mirela Foresti Jiménez, se reuniram na sede do Conselho com membros da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia, Maria Lúcia Oppermann e Sergio Hofmeister Martins Costa. O encontro teve como foco a atuação de doulas em casos de pacientes gestantes com comorbidades graves em Porto Alegre.
A profissão de doula é regulamentada pela Lei 15.381/2026, que permite a presença dessas profissionais em maternidades, mas proíbe a realização de procedimentos médicos e a administração de medicamentos. Segundo a Câmara Técnica do Cremers, foram identificados pelo menos dois casos de intervenções inadequadas de doulas durante atendimentos médicos em hospitais da capital.
Maria Lúcia Oppermann expressou preocupação com a situação, ressaltando a necessidade de normatização para que a decisão final no Bloco Cirúrgico seja sempre do médico cirurgião. Sergio Martins Costa, professor da Ufrgs, acrescentou que a atuação das doulas deve ser regulamentada dentro dos hospitais para evitar riscos à saúde das pacientes.
O Cremers enfatizou que o suporte das doulas complementa o cuidado médico, mas não o substitui. Mirela Foresti Jiménez destacou que o Código de Ética Médica exige que o médico tome as melhores decisões em benefício do paciente.
Trindade finalizou afirmando que o Conselho já oficiou o CFM para análise jurídica da lei e que um parecer técnico será elaborado para garantir uma atuação ética e eficiente. A conselheira Mirela Foresti Jiménez já abordou o tema em aulas disponíveis no canal do Cremers no YouTube, onde discute as boas práticas na relação entre médicos e doulas.
