O Sistema FIERGS se posiciona firmemente contra a assimetria tributária que favorece produtos importados, destacando a necessidade de manter condições justas de concorrência para a indústria brasileira. A discussão sobre a chamada “taxa das blusinhas” é vista como crucial, pois impacta a competitividade de diversos setores, não apenas o têxtil.
A Federação alerta que a indústria nacional enfrenta uma estrutura de custos complexa, incluindo tributos e normas regulatórias. Quando produtos importados recebem tratamento tributário mais favorável, isso prejudica as empresas locais, dificultando sua competitividade.
No Rio Grande do Sul, a questão é particularmente relevante, com cadeias produtivas como têxtil, calçados e eletrônicos empregando cerca de 200 mil pessoas em 40 mil estabelecimentos, a maioria micro e pequenas empresas. A FIERGS enfatiza que a ampliação da competitividade dos produtos importados sem isonomia pode comprometer a geração de empregos e renda.
A entidade não se opõe às importações, mas busca igualdade tributária para que empresas brasileiras e estrangeiras possam competir em condições equivalentes. Essa posição está alinhada com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que também defende a indústria nacional.
O Sistema FIERGS ressalta que a decisão de compra é do consumidor, mas enfatiza que optar por produtos nacionais fortalece a economia local, gera empregos e garante padrões de qualidade e segurança. A mensagem central é que a competitividade deve ser baseada em condições justas, assegurando o desenvolvimento da indústria gaúcha e brasileira.