Apesar de um cenário econômico desafiador, os pequenos negócios do Rio Grande do Sul demonstram confiança em seu potencial de crescimento, segundo a 48ª edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae RS.
O levantamento, que ouviu 244 empreendedores entre 1º e 27 de julho, revela que 73% dos entrevistados consideram o aumento das vendas como o principal desafio. Ao mesmo tempo, 41% planejam expandir suas operações nos próximos três meses e 54% acreditam na melhora do desempenho de seus setores.
Os dados indicam um ambiente de estabilidade, com 42% dos empreendedores mantendo o faturamento, 37% registrando quedas e 21% observando crescimento. No que diz respeito ao mercado de trabalho, 76% mantiveram suas equipes, enquanto 15% reduziram e apenas 9% ampliaram o número de colaboradores.
Rômulo Tevah, especialista em finanças do Sebrae RS, destaca que, mesmo diante de dificuldades, os empresários estão atentos e dispostos a investir na competitividade. “Os empreendedores demonstram capacidade de adaptação e continuam buscando oportunidades para crescer”, afirma.
A pesquisa também revela que 45% dos entrevistados enfrentam dificuldades em divulgar seus negócios, enquanto 38% têm problemas com controle financeiro e uso estratégico da tecnologia. A falta de mão de obra qualificada e a redução de custos operacionais também são preocupações significativas.
Em relação ao controle financeiro, 41% dos empresários acompanham detalhadamente os custos, mas 43% têm apenas uma visão geral. Os custos operacionais representam entre 30% e 50% do faturamento para 39% dos empreendedores, enquanto 33% enfrentam comprometimentos superiores a 50%.
O acesso ao crédito é visto como uma ferramenta crucial, com 32% dos entrevistados buscando financiamento recentemente. Dentre esses, 59% tiveram suas solicitações aprovadas, com um valor médio de R$ 99 mil por empresa, destinado principalmente ao pagamento de dívidas e aquisição de equipamentos.
As expectativas para os próximos meses são otimistas, com 35% acreditando na melhora da economia gaúcha e 54% confiantes em seus próprios segmentos. Além disso, 21% planejam aumentar suas equipes e 34% pretendem buscar financiamento para capital de giro e inovação.
