As literaturas afro-brasileira e indígena estão sendo utilizadas como ferramentas de aprendizagem e construção de identidade nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Novo Hamburgo, abrangendo desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A iniciativa é fortalecida pelo trabalho desenvolvido na Fábrica do Saber, que disponibiliza obras voltadas à comunidade escolar e ao público em geral, contribuindo para que a literatura afro-brasileira esteja presente no cotidiano dos estudantes e não apenas em momentos pontuais do calendário escolar.
Para a coordenadora da Fábrica do Saber, Milene Barazzetti Machado, por meio do acesso a obras de autores negros, estudantes têm a oportunidade de conhecer trajetórias, narrativas e produções que ajudam a ampliar repertórios e promover uma educação mais inclusiva e representativa. “Quando ampliamos essas referências, ampliamos também as possibilidades de identificação e de pertencimento dos nossos estudantes”, destaca.
Segundo ela, esse processo também fortalece vínculos e contribui para a construção da autoestima e da identidade dos estudantes.
A professora da Fábrica do Saber, Cláudia Madruga Picanço, observa que muitos estudantes concluem a educação básica sem conhecer a produção de importantes escritores negros. Para Cláudia, a presença dessas obras ao longo de toda a trajetória escolar é fundamental para garantir uma formação mais ampla e plural. Ela destaca que as literaturas afro-brasileira e indígena não devem ser tratadas como um conteúdo isolado, mas como parte integrante da experiência educacional dos estudantes. “Conhecer essas vozes é também reconhecer que elas sempre fizeram parte da nossa literatura e da nossa história”, reforça a professora.
Conforme Milene, ao fortalecer a presença das literaturas afro-brasileira e indígena nas escolas, a Rede Municipal de Ensino reforça uma educação antirracista, democrática e capaz de promover o respeito às diferenças, ampliando as oportunidades de aprendizagem e pertencimento.
