quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Postado emEconomia, Rio Grande do Sul

Indústria gaúcha reage em junho, mas semestre ainda acumula queda de 4,4%

Indústria gaúcha reage em junho, mas semestre ainda acumula queda de 4,4%
Indústria gaúcha reage em junho, mas semestre ainda acumula queda de 4,4%
Publicidade

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) subiu 2,6% em junho, atingindo o maior nível do ano, conforme pesquisa do Sistema FIERGS divulgada nesta semana. O avanço, no entanto, não foi suficiente para reverter a retração acumulada no primeiro semestre, que registra queda de 4,4% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado de junho veio após uma queda de 0,8% em maio, e foi puxado principalmente pelas compras industriais, que cresceram 10,4%. Também houve alta no emprego (0,2%) e na utilização da capacidade instalada (0,1 ponto percentual), que chegou a 78,9%. O faturamento real ficou estável, enquanto a massa salarial real caiu 0,6% e as horas trabalhadas na produção recuaram 0,4%.

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, avaliou que a alta de junho é uma reação, mas ainda não indica recuperação sustentada. “A alta de junho ainda é insuficiente para caracterizar uma trajetória sustentada de recuperação da indústria, especialmente após o enfraquecimento observado ao longo de 2025 e no início deste ano, mas representa uma reação após as oscilações dos primeiros meses de 2026. Os resultados de junho reforçam a percepção de que o movimento de enfraquecimento da atividade industrial gaúcha vem perdendo intensidade”, afirmou.

Na comparação com junho de 2025, o IDI-RS caiu 0,8%, interrompendo uma sequência de 12 meses de queda, mas com a menor retração do ano. As horas trabalhadas na produção (-4%), a massa salarial (-2,9%), o faturamento real (-1,5%) e o emprego industrial (-0,9%) puxaram o resultado negativo. Em contrapartida, as compras industriais avançaram 3,4%, quebrando uma série de 11 meses de recuo, e a utilização da capacidade instalada subiu 0,3 ponto percentual.

No acumulado do semestre, a queda de 4,4% é a menor desde o início do ano, mas ainda reflete um cenário difícil. As compras industriais tiveram a maior retração (-10,2%), seguidas pelas horas trabalhadas (-6,1%) e pelo faturamento real (-5,5%). A massa salarial e o emprego caíram 0,9% cada, e a utilização da capacidade instalada recuou 0,5 ponto percentual.

Entre os 16 segmentos pesquisados, apenas quatro cresceram no semestre: Alimentos (5,7%), Móveis (2,9%), Metalurgia (7,9%) e Têxteis (2,5%). As maiores quedas vieram de Máquinas e equipamentos (-12,5%), Veículos automotores (-6,8%) e Couros e calçados (-4,4%).

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Rio Grande do Sul Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Mampituba registra avanços históricos no IDEB da educação básica Próxima → Guarda Civil Municipal de Bento Gonçalves ganha novo cão K9 para reforçar ações