Representantes da indústria gaúcha e do governo estadual reuniram-se nesta segunda-feira (10) na sede do Sistema FIERGS para discutir o Plano de Transição Energética das Regiões Carboníferas do Rio Grande do Sul e os próximos passos para sua implementação. O encontro, que envolveu conselhos e comitês da entidade, também definiu a elaboração de um documento com contribuições técnicas do setor produtivo.
O debate focou na análise do plano elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), que prevê a substituição gradual do carvão e a diversificação econômica nas regiões carboníferas. Os industriais apontaram lacunas e sugeriram aprimoramentos, especialmente em relação à segurança energética e ao aproveitamento dos recursos locais.
O coordenador do Comitê da Indústria Mineral (Comin), Eduardo Machado, destacou que a transição deve incluir o planejamento da matriz energética, garantindo previsibilidade ao setor produtivo. “O Rio Grande do Sul concentra mais de 80% das reservas de carvão mineral do Brasil, o que exige discutir novos usos para esse recurso”, afirmou.
Pelo governo, o diretor de energia da Sema, Ricardo Huguenin, adiantou que a secretaria prepara um plano complementar focado na transição da matriz energética, a ser apresentado até o fim do ano. “Não haverá transição sem segurança energética”, disse.
O plano atual prevê ações em eixos como energia, economia, meio ambiente, governança e pessoas, com foco em mitigar impactos sociais e econômicos em municípios como Candiota. O setor produtivo consolidará um posicionamento conjunto a ser encaminhado ao governo estadual.
