Um homem foi condenado pelo Tribunal do Júri de Rio Grande, nesta segunda-feira (10), a 23 anos de prisão pela morte do comerciante Willy Mendes, de 31 anos. A sentença, proferida em ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), inclui 22 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado e mais 1 ano de detenção por posse de munições.
O promotor de Justiça Fernando Gonzalez Tavares sustentou em plenário as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu, que permaneceu preso durante todo o processo, teve a prisão mantida após a decisão.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu em dezembro de 2024, motivado por uma desavença sobre veículos de clientes da lancheria que estacionavam em frente à garagem da residência do condenado. Ele chamou o comerciante para fora do estabelecimento, no bairro Cidade Nova, e, após uma breve discussão, atirou contra a vítima, que morreu no local.
O MPRS apontou que a motivação foi desproporcional à gravidade da situação, caracterizando motivo fútil. Os disparos ocorreram em via pública, em frente a um comércio em funcionamento e com grande circulação de pessoas, configurando perigo comum. Além disso, Willy foi atraído para fora, estava desarmado e foi surpreendido, sem chance de defesa, o que fundamentou a qualificadora de recurso que dificultou a reação.
Willy Mendes, conhecido por comandar a lancheria Xis do Braga, deixou esposa e dois filhos pequenos.
