A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14%, nesta quarta-feira (5). No entanto, a entidade alerta que a medida só terá efeitos duradouros se vier acompanhada de equilíbrio nas contas públicas.
Para o presidente da FIERGS, Claudio Bier, a redução dos juros chega em um momento importante, mas o cenário ainda é desafiador. “A indústria gaúcha convive com um ambiente de crédito ainda restritivo, elevado endividamento de famílias e empresas e uma demanda doméstica que segue insuficiente para impulsionar a recuperação mais consistente da atividade”, afirmou.
Bier destacou que a confiança do empresário industrial permanece em nível pessimista desde dezembro de 2024, conforme pesquisa da própria FIERGS. Para ele, a continuidade do ciclo de cortes depende de avanços na agenda fiscal. “O equilíbrio das contas públicas é uma das pautas prioritárias do Sistema FIERGS, por entendermos que responsabilidade fiscal, segurança jurídica e previsibilidade são condições indispensáveis para ampliar a competitividade da indústria e estimular o crescimento sustentável da economia”, completou.
O impacto para empresários e trabalhadores locais é direto: juros menores podem facilitar o acesso ao crédito e estimular investimentos, mas a falta de previsibilidade fiscal pode manter o ambiente de negócios arriscado. A FIERGS reforça que a redução da Selic, isoladamente, não resolve os problemas estruturais da economia gaúcha e brasileira.
