A Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Saúde, realizou nesta quarta-feira (29) a 4ª edição do Encontro Saúde que Acolhe, com o tema “Combatendo a LGBTfobia e o Racismo”. O evento, no Auditório da Antiga Reitoria, reuniu profissionais da recepção das unidades de saúde para capacitação sobre acolhimento humanizado e combate à discriminação.
A iniciativa visa qualificar o atendimento na porta de entrada do SUS, reforçando o respeito à diversidade e a equidade. Ao longo de quatro edições, o encontro abordou temas como racismo, LGBTfobia, violência contra a mulher, aporofobia e etarismo, reconhecidos como determinantes sociais da saúde.
Na abertura, a enfermeira Márcia Gabriela Rodrigues de Lima, responsável pela Política Municipal de HIV, IST e Hepatites Virais, destacou: “Quem chega a uma unidade de saúde precisa ser recebido com respeito, escuta e dignidade. Capacitar nossas equipes é fortalecer o SUS e garantir que o cuidado seja realmente humanizado e acessível para todos”.
A mesa de abertura contou com Claudia Bassoaldo (Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial), Hellen Byanchini (Coletivo ONG Igualdade) e a delegada Débora Dias (DPICOI). Claudia ressaltou: “Construir uma sociedade mais justa passa por reconhecer as desigualdades e enfrentá-las diariamente. A saúde tem um papel fundamental nesse processo”. Já Débora Dias afirmou: “As denúncias dos crimes chegam primeiro nas unidades de saúde. Por isso, essas pessoas precisam ser atendidas da melhor maneira possível”.
O primeiro painel, sobre racismo institucional, foi ministrado pela enfermeira Leila Coutinho, que destacou: “O racismo institucional produz impactos reais na vida das pessoas e também nos indicadores de saúde. Falar sobre esse tema é qualificar o atendimento para que ele seja mais justo, mais humano e verdadeiramente equitativo”. O segundo painel, sobre LGBTfobia, foi conduzido pela fisioterapeuta Ivana Camargo Braga, que apresentou dados sobre os impactos da discriminação no acesso à saúde.
O encontro reafirmou o compromisso da gestão municipal com um acolhimento livre de preconceitos, contribuindo para a redução das iniquidades no acesso à saúde. A expectativa é que os conhecimentos compartilhados fortaleçam práticas cotidianas de cuidado pautadas na dignidade e nos direitos humanos.
