Na manhã desta quinta-feira (23), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) deu início à Jornada Interdisciplinar de Formação de Professores em Educação Patrimonial 2026, com o tema “Guardiões do Geoparque: Educação e Comunicação”. O evento, realizado no Centro de Convenções da UFSM, reuniu professores, pesquisadores, estudantes e gestores públicos para discutir a preservação e valorização do patrimônio natural e cultural dos Geoparques Mundiais da UNESCO.
A abertura contou com a presença da professora Maria Medianeira Padoin, representante da UFSM na Coordenação Científica do Geoparque Quarta Colônia, e da professora Luciana Menezes Carvalho, do Departamento de Ciências da Comunicação. Ambas abordaram a importância da formação de professores e do engajamento das comunidades na preservação dos territórios.
Maria Medianeira destacou a educação patrimonial como um pilar fundamental do trabalho desenvolvido na Quarta Colônia, enfatizando que deve ser vista como uma política educacional que envolve escolas e comunidades. “A educação patrimonial, com o Geoparque, vai além de ser uma metodologia de ensino nas escolas. Ela é uma política, uma política educacional, uma visão de mundo”, afirmou.
A professora também ressaltou a importância da participação da população na valorização do patrimônio e apresentou experiências de ensino que incorporam elementos locais, como história e cultura, no processo educativo. Ela defendeu a formação de estudantes como “Guardiões do Geoparque”, capazes de reconhecer e preservar seu território.
Luciana Carvalho, por sua vez, abordou a intersecção entre educação patrimonial e educação midiática, enfatizando a necessidade de preparar os alunos para analisar criticamente as informações nas redes sociais. “Ser guardião do Geoparque hoje significa cuidar também do que circula sobre ele, das narrativas, das histórias, das versões”, destacou.
A programação da jornada continua com mesas temáticas e oficinas nos municípios da região, abordando os Geoparques Quarta Colônia e Caçapava do Sul.
