O governo dos Estados Unidos impôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados de 41 países, incluindo o Brasil, a partir de investigações da Seção 301. Com a medida, 87,2% das exportações do Rio Grande do Sul para os EUA serão impactadas por algum tipo de taxação extra.
A nova tarifa, que entrou em vigor em 24 de janeiro, soma-se à alíquota de 25% anunciada na semana anterior, elevando a sobretaxa para 37,5% em diversos setores. Além disso, há tarifas da Seção 232 para aço e alumínio, que afetam 36,9% dos embarques gaúchos.
O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, alertou para os impactos na indústria local: “Segmentos como calçados, madeira, tabaco, máquinas e equipamentos, produtos de metais sofrerão os impactos das medidas. São setores que empregam milhares de pessoas e geram riqueza no estado”. Ele defendeu que o governo federal intensifique negociações com os EUA e ofereça auxílio às empresas.
As tarifas decorrem de investigação do Escritório de Representação Comercial dos EUA (USTR), que apontou concorrência desleal por falha na proibição de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O Brasil foi classificado como omisso na legislação e fiscalização.
Com a nova decisão, 50,4% das exportações gaúchas aos EUA (US$ 830,1 milhões) serão afetadas pela Seção 301. Desse total, 92,7% (US$ 769,6 milhões) sofrerão a sobretaxa cumulativa de 37,5%. Setores antes isentos, como couro e pescados, agora serão onerados com os 12,5% adicionais.
