Entre os dias 21 e 23 de julho, o Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) sediou a primeira edição do Festival Internacional de Inverno Jovem (FIIUFSM Jovem). Voltado a crianças e adolescentes estudantes de música, o evento ofereceu oficinas práticas e atividades pedagógicas, aproximando os participantes do ambiente universitário e da formação musical da instituição.
A iniciativa surgiu no fim de 2025, quando o professor Diogo Baggio, coordenador do Festival Internacional de Inverno da UFSM, propôs à comissão organizadora a criação de um evento voltado aos jovens músicos. “Nós queríamos criar um evento pensando nesse grupo de alunos do projeto, mas não exclusivo para eles, e sim inclusivo, aberto para as escolas e para outros instrumentos”, explica Baggio.
Durante os três dias, os participantes tiveram aulas individuais e coletivas de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, piano, bateria, percussão, fagote, oboé, flauta e violão, além de oficina de instrumentos de sopro e percussão para bandas sinfônicas. A programação incluiu ainda atividades como Laboratório de Acordes, Introdução à Composição Musical, Tecnologia Musical, Autorregulação da Aprendizagem e Alongamento, Postura e Expressão Corporal.
Para o professor de percussão Gilmar Goulart, o festival democratiza o acesso ao ensino de música. “A educação musical infelizmente ainda não está sacramentada nas escolas como seria o ideal. Então essa oportunidade de estar três dias dentro da universidade, convivendo com professores e outros estudantes, conhecendo os espaços e vivenciando a música é muito importante”, afirma.
As irmãs Carla e Cristina Martinez, integrantes da Orquestra de Santa Rosa, destacaram o aprendizado. “Quem não veio perdeu uma ótima oportunidade de aprender com professores muito bons. Agora nós vamos estar em um nível avançado”, disse Carla. Cristina complementou: “Eu toquei marimba pela primeira vez. Foi uma experiência muito legal que eu nunca tive antes.”
A primeira edição reuniu 55 participantes inscritos. O coordenador Diogo Baggio projeta crescimento: “O objetivo é crescer e fazer com que os jovens entendam que isso não é uma coisa elitista. A música exige estudo, dedicação e interesse, mas é para todos.”
