O Governo Central registrou déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, de acordo com o Tesouro Nacional. Esse é o pior desempenho para o mês desde 2024, em valores corrigidos pela inflação.
O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Em maio de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 40,2 bilhões.
A alta das despesas foi o principal fator para o resultado negativo. Os gastos cresceram mais rapidamente que a arrecadação, pressionados principalmente pelas despesas discricionárias, que incluem custeio da máquina pública e investimentos.
A arrecadação federal teve desempenho positivo em maio, com receitas com impostos e contribuições somando R$ 266,8 bilhões, o maior resultado para meses de maio desde 2000.
No acumulado de janeiro a maio, o governo central registrou déficit de R$ 44,4 bilhões. A meta oficial prevê superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões para 2026, mas a estimativa atual do governo é encerrar o ano com déficit de aproximadamente R$ 60,3 bilhões.
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que o resultado está dentro das expectativas do governo e que não compromete a previsão fiscal para o ano.