Menos de uma semana após o duplo homicídio que vitimou pai e filho em Chuvisca, no Sul do Estado, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) acolheu familiares das vítimas, oferecendo orientações e apoio. Na sexta-feira, 16 de outubro, o promotor de Justiça Lucas Codeceira atendeu os familiares na Promotoria de Justiça de Camaquã, onde o caso é acompanhado desde o início da investigação.
A ação teve como objetivo proporcionar escuta qualificada, informações sobre direitos e o andamento do caso, além de encaminhamentos para apoio psicológico. O MPRS também se manifestou a favor da manutenção da prisão do investigado. Segundo o promotor, a iniciativa busca garantir suporte contínuo às vítimas indiretas da violência, assegurando acolhimento e acesso à informação durante a investigação.
O crime ocorreu na madrugada de 9 de outubro, na localidade de São Brás, em Chuvisca. O homem investigado é apontado como autor das mortes de Arnildo Klumb, 56 anos, e Davi Klug Klumb, 17 anos, pai e irmão de sua ex-companheira. As vítimas foram mortas a tiros, e a investigação indica que o autor não aceitava o fim do relacionamento, tendo feito ameaças à ex-companheira antes do crime. Ele foi preso e admitiu a autoria aos policiais. O caso é investigado pela Polícia Civil como vicaricídio, uma forma de violência que visa atingir emocionalmente a mulher por meio de pessoas próximas a ela.
