quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Corte de gastos públicos pode impactar programas sociais, alertam economistas

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Corte de gastos públicos pode impactar programas sociais, alertam economistas
Corte de gastos públicos pode impactar programas sociais, alertam economistas

Economistas consultados pela Agência Brasil afirmam que um corte significativo nos gastos públicos no Brasil, que preservasse programas sociais e benefícios como salário mínimo, pensões e aposentadorias, é inviável.

O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, da Unicamp, destacou que cerca de 90% das despesas primárias federais são obrigatórias, incluindo Previdência e Bolsa Família. Ele alertou que cortes de R$ 200 bilhões, discutidos na campanha presidencial, afetariam diretamente as áreas sociais.

A professora Maria Lourdes Mollo, da UnB, complementou que cortes substanciais no orçamento público comprometeriam não apenas as políticas sociais, mas também a geração de renda e emprego, uma vez que os gastos públicos têm efeito multiplicador na economia.

Enquanto o candidato Flávio Bolsonaro defende um ajuste fiscal que não afetaria os programas sociais, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva critica essa abordagem, afirmando que os cortes prejudicariam aposentados e beneficiários de programas sociais. A equipe de Bolsonaro, por sua vez, propõe mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública.

O debate sobre cortes de gastos públicos é crucial, pois o mercado financeiro exige medidas que garantam a sustentabilidade das contas do Estado. Especialistas alertam que cortar benefícios sociais enquanto se paga altos juros sobre a dívida pública representa uma escolha política, não uma solução fiscal.

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