O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, se reuniu com lideranças políticas e representantes do setor agrícola para discutir os impactos da safra de pêssegos, que deve ser uma das piores da história na região. O encontro, realizado na tarde desta quarta-feira (30), teve como objetivo alinhar uma audiência com o governador Eduardo Leite, visando minimizar as perdas que podem chegar a 80% na cadeia produtiva devido às adversidades climáticas causadas pelo fenômeno El Niño.
Participaram da reunião prefeitos e vices de cinco dos oito municípios produtores de pêssego da zona Sul, incluindo Canguçu e Morro Redondo, além de representantes da Emater, Fetag e empresários do setor. A preocupação central é a manutenção da atividade dos pequenos produtores, que geram entre 50 a 60 toneladas de pêssegos por propriedade.
Para enfrentar a crise, os participantes sugeriram a suspensão de financiamentos em andamento e a criação de novas linhas de crédito no Banrisul e Badesul, com um prazo de carência de cinco anos para os agricultores familiares. Os recursos viriam dos juros do Funrigs, um fundo destinado a apoiar a recuperação do Estado após as enchentes de 2023 e 2024.
O prefeito também se comprometeu a levar a questão ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), incluindo outras culturas afetadas, como morango e tabaco. A produção de pêssegos na zona rural de Pelotas foi severamente impactada por chuvas intensas e um temporal de granizo em agosto, resultando em prejuízos estimados em R$ 300 milhões, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Doces e Conservas Alimentícias de Pelotas (Sindocopel), Paulo Crochemore.