domingo, 11 de outubro de 2026
Postado emPolítica, Rio Grande do Sul

MPRS realiza prisão no RJ de líder de grupo por lavagem de dinheiro

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MPRS realiza prisão no RJ de líder de grupo por lavagem de dinheiro
MPRS realiza prisão no RJ de líder de grupo por lavagem de dinheiro

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta segunda-feira, 28 de setembro, a segunda fase da Operação Espectro, resultando na prisão preventiva de um dos investigados no Rio de Janeiro, identificado como líder de um grupo criminoso. Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A nova etapa da operação visa aprofundar a investigação sobre crimes de associação criminosa, falsidade documental e lavagem de valores oriundos de fraudes tributárias. As medidas foram tomadas após indícios de descumprimento de cautelares judiciais e a possível prática de novos delitos.

As investigações também se concentram no uso de meios digitais e da internet para promover atividades profissionais que estavam suspensas por decisão judicial. Entre os aspectos analisados, estão indícios de que recursos tecnológicos foram utilizados para dar uma falsa impressão de autenticidade e credibilidade a conteúdos.

A coordenação da operação está a cargo do promotor de Justiça Diego Rosito de Vilas, com apoio do coordenador do Núcleo de Inteligência do MPRS, André Dal Molin. No Rio de Janeiro, a execução das medidas contou com a colaboração da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro (CSI/MPRJ).

A primeira fase da Operação Espectro, iniciada em março de 2025, resultou em prisões e na indisponibilidade de bens superiores a R$ 34 milhões. O MPRS já ofereceu denúncia pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação documental, envolvendo movimentações financeiras significativas.

As ações do MPRS fazem parte de uma estratégia institucional para combater crimes contra a ordem tributária e a lavagem de dinheiro. Em 2026, as operações realizadas resultaram em bloqueios patrimoniais superiores a R$ 73 milhões e na apuração de prejuízos tributários relevantes.

A investigação de esquemas de sonegação fiscal e fraudes tributárias é realizada em colaboração com a Receita Estadual e a Procuradoria-Geral do Estado, visando a recuperação de ativos e a responsabilização criminal dos envolvidos.

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