domingo, 27 de setembro de 2026
Postado emRio Grande do Sul, Vida e Saúde

Hospital Universitário de Santa Maria promove evento sobre Alzheimer

Hospital Universitário de Santa Maria promove evento sobre Alzheimer
Hospital Universitário de Santa Maria promove evento sobre Alzheimer
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O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) sediou, na quinta-feira (24), um evento em homenagem ao Dia Nacional da Doença de Alzheimer. O encontro, realizado no Auditório Gulerpe, contou com a participação de professores, estudantes e membros da comunidade, que discutiram diversas dimensões do cuidado a pessoas com Alzheimer.

A programação incluiu palestras sobre temas como ambiente e cuidado, luto antecipatório, cuidados paliativos e direitos, organizadas pelo Programa de Apoio a Idosos e seus Cuidadores da Terapia Ocupacional (Pacto) da UFSM, pela Liga Acadêmica de Gerontologia (Lagesm) e pelo grupo Assistência Multidisciplinar Integrada aos Cuidadores de Pessoas com Doença de Alzheimer (Amica).

A professora Kayla Palma, coordenadora do Pacto, enfatizou a importância de discutir a doença em relação ao envelhecimento, afirmando que “ninguém vai deixar de curtir, de viver suas experiências profissionais, mas não podemos esquecer que nós vamos envelhecer”.

As palestras foram conduzidas por Juliana Jornada, mestranda em Gerontologia, e pela terapeuta ocupacional Marcieli Scremin, que abordaram a progressão da doença e a importância do planejamento do ambiente doméstico para o cuidado. Scremin detalhou os três estágios da doença, destacando como as limitações aumentam com o tempo.

A advogada Aline Casagrande, especialista em direito civil, discutiu os direitos das pessoas idosas e com Alzheimer, ressaltando que o diagnóstico não implica automaticamente na incapacidade civil. Ela apresentou instrumentos jurídicos que podem ser utilizados para garantir a autonomia e dignidade da pessoa diagnosticada.

A palestra de encerramento, conduzida por Cristina Trivisol, abordou o luto antecipatório e cuidados paliativos. Segundo ela, o luto pode iniciar antes da morte, devido às mudanças provocadas pela doença, e os cuidados paliativos devem ser implementados desde o diagnóstico para melhorar a qualidade de vida.

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