domingo, 27 de setembro de 2026
Postado emVida e Saúde

Associações pedem regulamentação mais clara sobre cannabis medicinal

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Associações pedem regulamentação mais clara sobre cannabis medicinal
Associações pedem regulamentação mais clara sobre cannabis medicinal

As associações de pacientes reconhecem os avanços na regulamentação do uso de cannabis medicinal no Brasil, mas destacam a necessidade de definir melhor temas como cultivo, controle sanitário e a posição da planta na agricultura familiar. O debate ocorreu durante a 2ª edição da feira Febre de Arte, em Fortaleza.

Representantes das associações expressaram preocupações sobre a incerteza no setor, citando casos de apreensões e destruição de plantações destinadas a medicamentos. A falta de progresso desde a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.014 da Anvisa é vista como um obstáculo significativo.

O diretor jurídico da Associação Canábica Florescer, Maurício Gomes, mencionou o prazo de cinco anos para adaptação das associações e criticou a atuação da polícia em vez da vigilância sanitária. Antônio Carlos Araújo Fraga, da vigilância sanitária do Ceará, também ressaltou a falta de diretrizes claras para a fiscalização.

A Anvisa afirmou ter promovido participação social na elaboração das resoluções, com 29 consultas realizadas. No entanto, a comunidade canábica questiona a seleção dos materiais utilizados e a falta de clareza sobre critérios de cultivo e regulamentação.

O evento, que acontece no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, oferece atividades gratuitas e é organizado por várias entidades. A RDC 1.013/2026 e a RDC 1.014/2026 trazem detalhes sobre a produção e o uso de cannabis medicinal, mas ainda geram dúvidas entre os participantes.

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