O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Operação Luxúria, visando um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa gaúcha. A ação resultou na autorização judicial para o bloqueio de até R$ 8,1 milhões em bens, incluindo uma loja de artigos de luxo, uma mansão avaliada em R$ 2,95 milhões e dois veículos blindados.
A operação foi conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRS, além de Ministérios Públicos de outros estados e da Brigada Militar.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campo Grande e Porto Murtinho. As investigações revelaram que o grupo utilizava empresas, familiares e laranjas para ocultar a origem e a propriedade dos recursos ilícitos.
O MPRS destaca a importância de combater o braço financeiro das facções criminosas para evitar sua manutenção e expansão. A investigação identificou movimentações patrimoniais e financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, que eram utilizadas para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades criminosas.
Até o momento, sete pessoas foram identificadas como diretamente ligadas ao núcleo do esquema, além de empresas suspeitas de serem usadas para ocultação patrimonial. O foco da operação é aprofundar o rastreamento dos bens, identificar outros envolvidos e reunir novas provas sobre a lavagem de dinheiro em investigação.
