O AgroConecta 2026, realizado na Expointer, abordou temas cruciais para o futuro da agroindústria gaúcha, como competitividade, comércio internacional e inovação. O evento, promovido pelo Sistema FIERGS e pelo Simers, reuniu líderes empresariais, instituições financeiras e pesquisadores na Casa do Simers, em Esteio.
O primeiro painel, conduzido por Diogo Bier, coordenador do Conselho de Articulação Política do Sistema FIERGS, focou nos desafios e oportunidades para investimentos na agroindústria. Representantes de instituições financeiras como Badesul, BRDE e Banrisul destacaram a necessidade de superar obstáculos como altas taxas de juros e a carga tributária elevada, propondo uma abordagem consultiva para atender às demandas dos produtores.
Em sequência, o debate sobre competitividade enfatizou a importância da tecnologia e do cooperativismo, além de abordar as dificuldades enfrentadas pelas cadeias produtivas do arroz e da proteína animal. Os participantes alertaram para a perda de talentos e a necessidade de mitigar os impactos das mudanças climáticas.
Os fatores externos que afetam a competitividade da agroindústria também foram discutidos, incluindo tarifas norte-americanas e eventos climáticos extremos. Com 18,9% do faturamento da indústria gaúcha oriundo do mercado internacional, essas questões têm um impacto direto sobre os produtores.
A reforma tributária foi apontada como uma mudança estrutural necessária, transferindo a tributação da origem para o destino e limitando incentivos fiscais. Essa nova abordagem pode afetar preços e custos, exigindo uma revisão nas estratégias industriais.
Por fim, a inovação foi destacada como uma necessidade urgente para a indústria gaúcha, ligada ao aumento da produtividade e à adaptação a um ambiente competitivo. A conexão entre os desafios da indústria e soluções tecnológicas, como automação e inteligência artificial, foi considerada essencial para melhorar a eficiência.
