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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Postado emIvorá, Vida e Saúde

Ivorá capacita profissionais sobre Lei da Escuta Protegida nas escolas

Ivorá capacita profissionais sobre Lei da Escuta Protegida nas escolas
Ivorá capacita profissionais sobre Lei da Escuta Protegida nas escolas
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Na semana passada, Ivorá promoveu uma capacitação sobre a Lei da Escuta Protegida (Lei Federal nº 13.431/17) voltada a profissionais da Educação, Assistência Social, Saúde, Conselho Tutelar, Polícia Civil e da Rede de Proteção do Escolar (RAE), além de autoridades locais. O evento ocorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vereadores – “Plenário Adão Neves”.

A palestra foi conduzida por Daiana Schneider Vieira, psicóloga e analista de Políticas Públicas e Gestão Governamental da 4ª Coordenadoria Regional da Saúde de Santa Maria. Ela explicou a importância da Lei nº 13.431/17, que institui a Escuta Protegida, garantindo que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sejam ouvidos em ambiente acolhedor e por profissionais capacitados, evitando a revitimização.

Foram abordadas as modalidades de escuta protegida: a escuta especializada, realizada em órgãos da rede de proteção, limitando-se ao necessário para a proteção; e o depoimento especial, voltado à produção de prova, conduzido por autoridade policial ou judiciária. “Já o depoimento especial tem finalidade distinta, buscando a produção da prova, momento em que a autoridade policial ou judiciária faz a oitiva da criança ou adolescente”, explicou Daiana.

A palestrante orientou sobre como agir diante de uma revelação espontânea: ouvir atentamente, não questionar detalhes, preencher a ficha de compartilhamento e acionar os órgãos competentes, sempre informando a criança sobre os próximos passos. Também foram apresentados os tipos de violência (física, sexual, patrimonial, institucional, psicológica, bullying e ciberbullying) e a importância de reconhecer essas situações para encaminhamento adequado.

O próximo passo é o município instituir a lei por decreto e nomear um comitê para articular e avaliar as ações da rede intersetorial, além de definir fluxos de atendimento. A secretária municipal de Educação, Iracema Simonetti Zorzi, destacou que o diálogo sobre proteção deve começar cedo, pois informações sobre o corpo e sexualidade reduzem a vulnerabilidade. “Garantir a segurança e a integridade de crianças e adolescentes é responsabilidade de todos os adultos”, afirmou.

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