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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Postado emBento Gonçalves, Vida e Saúde

EMI Jardim Glória cria observatório de borboletas para crianças acompanharem ciclo da vida

EMI Jardim Glória cria observatório de borboletas para crianças acompanharem ciclo da vida
EMI Jardim Glória cria observatório de borboletas para crianças acompanharem ciclo da vida
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A Escola Municipal Infantil Jardim Glória, em Bento Gonçalves, desenvolve neste ano o projeto “Observatório Vivo: Borboletas e Caramujos do Jardim”, que permite às crianças da Educação Infantil acompanharem de perto os ciclos de vida desses animais. A iniciativa faz parte do projeto norteador da escola, intitulado “A potência da infância e os encontros com e na natureza”, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Segundo a vice-diretora Marta Sassi, as lagartas chegaram à escola no dia 15 de junho, acompanhadas de um fragmento da planta Asclepias physocarpa, conhecida como planta-balão, da qual se alimentavam. O primeiro casulo surgiu no dia 18 de junho e, no dia 20 de julho, a comunidade escolar presenciou o nascimento de duas borboletas-monarca-do-sul. Ainda permanece no observatório um casulo formado no dia 30 de junho, de uma lagarta menor.

O processo é registrado junto às crianças por meio de uma linha do tempo, que permite acompanhar as diferentes etapas da transformação. “As crianças puderam observar as lagartas, seus movimentos, sua alimentação, a formação dos casulos e, posteriormente, o nascimento das borboletas. Mais do que apresentar a metamorfose, a proposta possibilitou que as crianças acompanhassem um processo real acontecendo diante de seus olhos”, relata Marta.

A diretora Aline Fragata dos Santos Barbosa destaca a metáfora pedagógica: “Assim como cada lagarta formou seu casulo no seu tempo, cada criança também possui seu próprio percurso para desenvolver habilidades, conquistar autonomia e realizar novas aprendizagens. O casulo representa um tempo de pausa, silêncio e transformação.”

Marta Sassi, escritora homenageada da 40ª Feira do Livro de Bento Gonçalves, complementa: “Essa experiência também permite conversar com as crianças sobre a importância de respeitar o tempo de cada um. Fragilidade e força: ao sair do casulo, a borboleta precisa de um tempo para que suas asas se preparem para o voo e não pode ser tocada. A criança percebe que cuidar também significa saber esperar, observar e respeitar os processos do outro.”

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