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sábado, 04 de julho de 2026
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Postado emVida e Saúde

Fissura labiopalatina: importância do tratamento precoce e multidisciplinar

Fissura labiopalatina: importância do tratamento precoce e multidisciplinar
Fissura labiopalatina: importância do tratamento precoce e multidisciplinar

Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 5 mil crianças nascem anualmente com fissura labiopalatina no Brasil, tornando-se a malformação craniofacial congênita mais comum no país. Essa condição requer acompanhamento especializado desde os primeiros meses de vida.

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, celebrado em 24 de junho, visa combater o estigma e ressaltar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar. A fissura ocorre quando o lábio ou o céu da boca não se unem completamente durante a gestação, resultando em uma abertura que pode afetar a alimentação, a fala e a autoestima.

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), conhecido como Centrinho, é um centro de referência no tratamento dessa condição, oferecendo um acompanhamento integral que inclui cirurgias reparadoras e suporte fonoaudiológico, odontológico e psicológico.

O cirurgião craniofacial Cristiano Tonello destaca que, embora a causa da fissura não seja totalmente compreendida, o diagnóstico pode ser feito ainda no pré-natal. O tratamento, que pode durar anos, é essencial para garantir qualidade de vida aos pacientes.

Além dos desafios clínicos, a fissura labiopalatina impacta as famílias, especialmente em regiões onde o acesso ao tratamento é limitado. O Centrinho já atendeu mais de 100 mil pacientes ao longo de sua história, sendo um exemplo de tratamento integral.

Thyago Cézar, um paciente que passou por 25 anos de tratamento no Centrinho, enfatiza a importância da conscientização e do acesso a serviços de saúde para garantir que crianças com fissura recebam o tratamento necessário. Ele também luta por direitos e inclusão para pessoas com fissura labiopalatina, destacando a necessidade de capacitação de profissionais de saúde e apoio governamental.

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