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sábado, 04 de julho de 2026
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Boulos critica lobbies que dificultam jornada 6 por 1 e Move Brasil

Boulos critica lobbies que dificultam jornada 6 por 1 e Move Brasil
Boulos critica lobbies que dificultam jornada 6 por 1 e Move Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a atuação de grandes grupos econômicos que estão obstruindo a tramitação da proposta que acaba com a jornada de trabalho 6 por 1 no Senado e dificultando a implementação do programa Move Brasil.

O Move Brasil Aplicativos visa facilitar a compra de veículos por taxistas e motoristas de aplicativos. Boulos afirmou que essas entidades têm travado iniciativas que beneficiam trabalhadores e ampliam oportunidades para a população de baixa renda.

Durante o programa Bom Dia, Ministro, Boulos destacou que os bancos estão rejeitando a maioria dos pedidos de financiamento de veículos, mesmo quando os solicitantes têm o nome limpo. “Estamos tendo três tipos de problemas principais na implementação do Move Brasil”, disse.

Ele explicou que os bancos utilizam termos como “score, rating e taxa de risco” para negar crédito, apesar de haver um fundo garantidor do governo. “Isso é inadmissível”, acrescentou.

Outro problema mencionado foi a cobrança de taxas pelos bancos para acesso às linhas de crédito especiais. Boulos alertou os motoristas a não aceitarem essas cobranças e a buscarem outras instituições financeiras.

Além disso, o ministro apontou falhas na conexão entre os bancos e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que operacionaliza a linha de crédito de R$ 30 bilhões para o Move Brasil, dificultando a conclusão dos contratos.

Boulos anunciou que o governo está tomando medidas para resolver essas questões e convocará os bancos para discutir os problemas, especialmente os privados.

Em relação à jornada 6 por 1, Boulos criticou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que não há justificativa para a proposta estar parada. “Estamos falando de dar tempo de descanso para as pessoas”, ressaltou.

O ministro também acusou entidades empresariais de praticar “terrorismo patronal” ao afirmar que a redução da jornada causaria aumento de preços. “Temos estudos demonstrando que o fim da escala 6 por 1 tem efeitos positivos”, concluiu.

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